• Remoção de Para-Raios Radioativos:

A remoção de para-raios radioativos não é obrigatória em Portugal, apesar de diversos países Europeus já terem optado por legislar neste sentido. Os Para-raios devem ser recolhidos por pessoal especializado e com equipamento indicado por forma a cumprir a legislação em vigor, e os mais exigentes critérios de segurança no que toca ao manuseamento deste tipo de resíduos.

Os Para-raios são entregues no Campus Tecnológico e Nuclear do Instituto Superior Técnico, entidade responsável pelo tratamento de resíduos radioativos.

  • Riscos associados:

Os Para-Raios radioativos instalados em Portugal, são essencialmente compostos por elementos de Rádio 226 (Ra-226) e Amerício 241(Am-241). Uma vez que os Para-Raios são equipamentos que estão diretamente expostos às condições Atmosféricas mais variadas e durante vários anos, como ventos fortes, chuvas, grandes amplitudes térmicas e mesmo as descargas atmosféricas. As consequências mais diretas são a deterioração dos recipientes que contém os elementos radioativos, correndo o risco de dissipação para a atmosfera e para as estruturas e pessoas circundantes.

O facto de estes Para-Raios já estarem desatualizados e instalados há bastante tempo vem assim agravar os perigos inerentes, uma vez que o Rádio-226 tem uma meia-vida, ou período de semidesintegração de 1600 anos e o Amerício 241 de 432 anos. 

 

 

 

1932 – Os primeiros Para-Raios radioativos foram patenteados e começam a ser fabricados. O uso de radionuclídeos nos Para-Raios tem a função de ionizar a atmosfera circundante e aumentar a condutibilidade, tornando o Para-Raios os ponto de captura preferencial em relação às estruturas.

1932 até 1986: Os Para-Raios radioativos são fabricados, e instalados por todo o mundo. Até finais dos anos 60 os fabricantes utilizavam Rádio 226, e a partir de 1970 substituem este elemento por Amerício 241. Inicialmente começam a ser instalados em edifícios públicos, Igrejas e complexos industriais.

1987:O fabrico, importação e venda de Para-Raios radioativos é proibido. Os fabricantes voltam-se para novas formas de ionização da atmosfera.